Buracos continuam um mês após início da ação municipal
Um mês após o início da Operação Tapa-Buracos, população continua sofrendo com os transtornos na buraqueira e a falta de Galerias de Águas Pluviais.
A Operação Tapa-Buraco completou, na última segunda-feira, um mês, mas a pavimentação de Fortaleza continua em estado crítico. Além de deixar o trânsito da Capital ainda mais lento e gerar necessidade de reparos nos veículos por conta do excesso de trepidações, já houve buracos dos quais alguns carros não conseguiram sair, trazendo enorme prejuízo aos motoristas.
O Diário do Nordeste tem acompanhado de perto as dificuldades que a “buraqueira” traz à população, sempre apontado as situações mais graves. No dia 9 de janeiro, por exemplo, já mostramos a situação da Avenida Oliveira Paiva, próximo à Igreja da Glória. Ontem, a reportagem visitou o mesmo local e o problema persiste. Na avenida, um engarrafamento é formado constantemente somente por causa dos buracos. Tomando todo um lado da via, os carros praticamente param para conseguir passar.
Ontem, alguns pontos da cidade, sempre criticados pela população, que pioram a cada dia, foram visitados. Na Avenida Paulino Rocha, após o viaduto sobre a BR-116 e na Rua Santa Liduína com Américo Rocha, no Parque São José, os buracos são os causadores dos engarrafamentos. A recepcionista Michele Neves, que mora há quase dez anos no bairro, diz que o problema nunca foi totalmente sanado. “Todo ano, depois das chuvas, o asfalto fica totalmente estragado. Parece que a qualidade é ruim”.
O buraco no cruzamento das ruas Almeida Prado e Pereira de Miranda, no Papicu, no qual um carro ficou preso após afundar o asfalto no dia 25 de maio, continuava aberto ontem, quase um mês depois.
Na Rua Pereira Miranda, inclusive, vários outros buracos foram abertos pela própria Prefeitura de Fortaleza para corrigir problemas de drenagem.
Apesar da população continuar reclamando de tantos buracos, a Prefeitura de Fortaleza faz um balanço positivo do primeiro mês. O relatório apresentado pela Operação Tapa-Buracos afirma que 340 obras foram executadas, incluindo aplicação de asfalto, recuperação de pavimento e reparos no sistema de drenagem.
A Prefeitura afirmava que os trabalhos prosseguia mesmo com a greve dos servidores da Usina de Asfalto, iniciada no dia 15 e encerrada ontem.
Por isso, estão sendo priorizadas as obras para recuperação do calçamento. Além disso, uma empresa contratada continuaria produzindo o material para dar apoio à Usina de Asfalto. Conforme Daniel Lustosa, coordenador do Transfor, que também está à frente da Operação Tapa-Buracos, para dar andamento aos trabalho, nas vias que exigem asfalto a Prefeitura está executando obras de drenagem.
OBRAS DE MELHORAMENTOS (?)
Conclusão prevista para 90 dias
A Prefeitura de Fortaleza continua sustentando do prazo previsto para a conclusão da primeira etapa da operação, que era de 90 dias. Conforme o Transfor, estão sendo priorizadas as vias por onde circula o transporte público. Na Avenida Leste-Oeste, por exemplo, a Prefeitura iniciou as obras na última semana. Conforme o Transfor, as recuperação irá beneficiar 73 mil usuários das dez linhas de ônibus que circulam diariamente na avenida.
Com um investimento anunciado de R$ 22 milhões, a operação Tapa-Buracos espera contar com 73 equipes nas ruas, quando atingir seu pico. Serão 653 pessoas trabalhando em consertos de microdrenagem, pavimentação e na aplicação de asfalto. A partir da segunda etapa, a população poderá informar e solicitar reparos em vias secundárias que ainda não tenham sido contempladas pela operação.
Durante a “Tapa-Buracos”, a Usina já produziu e aplicou cerca de 7 mil toneladas de asfalto em avenidas como Via Expressa, Dedé Brasil, Duque de Caxias e Perimetral.
Bairros beneficiados
Na SER I, pelo menos seis bairros já foram contemplados, como Monte Castelo, Moura Brasil, Vila Velha, Barra do Ceará, Álvaro Weyne e Carlito Pamplona. A Regional II já recuperou pontos como Praça Portugal e Beira-Mar. Na III, houve reparos nas ruas Santo Amaro, Maria José Teixeira e Tenente Lauro. Na SER IV, foram contemplados os bairros de Fátima, Itaoca, Montese, Itaperi, Serrinha, Demócrito Rocha, Damas e Parangaba.
Na SER V, obras estão sendo realizadas na Avenida Central. Já na VI, a recuperação ocorre na Rua Santa Lucrecia e na Jornalista Tomaz Coelho.
Outras intervenções estão sendo realizadas ainda no Ellery, Jardim Iracema, Aldeota, Meireles e Papicu, Antônio Bezerra, Henrique Jorge, Itaperi, Montese, Conjunto Ceará, Genibaú, Granja Portugal, Curió, Parque Manibura e Passaré.
IMAGENS DA CIDADE
Cratera completará um mês de existência.
Recuperação lenta: quase um mês após aberta, quando um carro afundou no asfalto, em 25 de maio, a cratera na Rua Almeida Prado continua existindo. O buraco já diminuiu em profundidade, mas falta calçamento e aplicação de asfalto, sendo ainda um transtorno para os motoristas que precisam trafegar pela área. Na Rua Pereira de Miranda, que cruza a via, vários outros buracos foram abertos pela Prefeitura de Fortaleza para realizar trabalhos de drenagem.
Parque São José: forma-se um verdadeiro engarrafamento na Rua Santa Liduína, no cruzamento com Santa Marlúcia. Os veículos são obrigados a quase parar para passar pelo local sem maiores danos. De acordo com os moradores da área, diversos acidentes já ocorreram este ano na tentativa de desviar da buraqueira.
Problemas no pavimento mesmo quando não chove
Oliveira Paiva: a buraqueira da avenida, na altura da Rua Alberto Leal, se estende por quase
Commentário do Blog: Não bastam Operações Tapa-Buracos todos os anos, pois o que a cidade precisa urgentemente é de investimentos em drenagem, com um Programa para a construção de Galerias de Águas Pluviais que possam comportar as águas despejadas em nossas ruas e avenidas, durante o período chuvoso, pois o que acontece é que a precipitação pluviométrica em Fortaleza é literalmente despejado sobre nossos bairros, e nossas autoridades assistem e ficam torcendo para que os rios que se formam corram para onde o nariz aponta.
Fonte: Diário do Nordeste
Renata Benevides
Repórter



