quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Onibus com Ar Condicionado


Detro exige ar-condicionado em toda a frota intermunicipal do Rio

Até 30 de junho de 2016, todos os 9.347 ônibus que operam linhas intermunicipais serão equipados com ar-condicionado, segundo portaria publicada pelo Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), do Rio de Janeiro, no Diário Oficial.
A medida visa oferecer maior conforto aos passageiros que diariamente utilizam os coletivos na sua locomoção e se aplica aos veículos dos trajetos regulares e de fretamento.
"A instalação do ar-condicionado nos coletivos é a primeira medida concreta do governo para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. As vans regulamentadas já operam com o equipamento",disse Rogério Onofre, presidente do Detro.
Segundo a assessoria do Detro, os passageiros não pagarão mais pelo benefício, já que a portaria determina expressamente que o valor da tarifa não será alterado em função da instalação do equipamento.
A empresa que não cumprir os prazos estabelecidos na portaria estará sujeita a multa de R$ 1.715,02 por veículo infrator. Em caso de reincidência, este valor dobra.
Hoje, nas linhas intermunicipais regulares circulam 7.621 veículos. Nas linhas urbanas, a frota soma 5.542 ônibus, sendo que apenas 17,65% têm ar-condicionado. Entre os 2.070 coletivos do tipo rodoviário, 62,34% possuem o equipamento.

Comentário: Um bom exemplo a ser seguido pela Prefeitura de Fortaleza, principalmente por termos em nossa cidade uma maior quantidade de dias com sol e consequentemente mais calor do que o Rio de Janeiro, e assim justifica-se a necessidade de uma frota de transporte coletivo moderna e dotada de ar condicionado.

Câmara muda Código de Trânsito

Câmara Federal endurece nas mudanças do Código de Trânsito
BRASÍLIA, (AE) - Uma das novidades da reforma que está sendo promovida no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é o endurecimento da lei seca, que penaliza o motorista flagrado dirigindo alcoolizado, entretanto as mudadanças não beneficiaram diretamente os pedestres, que continuam sua eterna "via crucis". Pela proposta aprovada ontem na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, o condutor que estiver com sinais notórios de embriaguez será criminalizado, mesmo que se recuse a fazer o teste do bafômetro. Além da multa e da perda da habilitação, terá de cumprir pena de detenção de 6 meses a 3 anos. "O condutor não terá mais a opção de fazer o teste do bafômetro. Se ele estiver com características de que bebeu, ficará automaticamente caracterizado isso, mesmo que ele não faça o teste do bafômetro", explicou a deputada Rita Camata (PSDB-ES), relatora do projeto de lei que altera o Código de Trânsito. "Vai ser igual a exame de DNA: quem se recusa a fazer o teste é automaticamente considerado o pai da criança", resumiu Camata. Hoje, quem é flagrado em uma blitz com sintomas de embriaguez e não quer fazer o exame do bafômetro, tem o carro e a carteira de habilitação apreendidos, mas pode ir para casa. Além de endurecer a legislação para quem se recusa a passar pelo bafômetro, um dos artigos do projeto muda a lei seca ao determinar que os motoristas envolvidos em acidente de trânsito poderão ser submetidos ao teste do bafômetro ou exame de sangue para determinar se houve consumo de álcool. Hoje, apenas quando o condutor provoca suspeita de ter bebido é que fica obrigado a se submeter ao teste. Artigos modificados A proposta aprovada ontem modifica 53 artigos do atual CTB e acrescenta outros 15. Aumentam, por exemplo, as penalidades para algumas infrações de trânsito. É o caso, por exemplo, das disputas de corrida, conhecidas como "rachas", que hoje são consideradas uma infração gravíssima, com multa de R$ 574,62. Pela proposta, a multa passará para R$ 957,70. Em seu parecer, a relatora Rita Camata não acatou a proposta do Ministério da Justiça, que queria aumentar o valor das multas. No relatório, ela estabeleceu os valores das multas em reais, prevendo a sua correção anual pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A proposta do governo previa uma correção de 63,97% no valor das multas. Pela proposta aprovada ontem, a multa leve fica em R$ 53,20; a média, em R$ 85,13; a grave, em R$ 127,69; e a gravíssima, em R$ 191,54, que é multiplicada nos casos de rachas. Mas a multa por excesso de velocidade pode chegar a R$ 957,65 (acima de 50 km/h sobre o limite). Na revisão do Código, Rita Camata propôs ainda o veto para os condutores de transporte de passageiros e motoristas de carga dirigirem mais de quatro horas sem descanso. O Sindicato dos Motoboys de São Paulo (Sindimotos) ameaça ir a Brasília para buscar apoio contra a revisão do código, que proíbe as motos de circularem entre os carros. A entidade, que repudia a medida, desclassificou o projeto e o considerou "sem nexo".Multa elevada para quem falar ao celularBRASÍLIA, (AE) - Quando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi escrito e aprovado, em 1997, a telefonia celular ainda engatinhava no país. Como poucas pessoas tinham acesso a telefones móveis e a prática de conversar dirigindo era incomum, estabeleceu-se que os motoristas flagrados responderiam por uma infração média, punida com quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Agora, falar ao telefone celular e dirigir ao mesmo tempo vai custar mais caro para os motoristas infratores. O aumento do valor da multa está previsto na revisão do CTB, que está sendo feita no Congresso. Assim que as mudanças forem sancionadas, a multa por falar ao celular saltará dos atuais R$ 85,13 para R$ 191,54. Além disso, a infração deixará de ser considerada média, passando a ser enquadrada como gravíssima. Hoje, o Código prevê a mesma pena e multa para quem é flagrado falando ao celular ou com fones de ouvidos e dirigindo. No projeto em tramitação na Câmara, a infração para quem estiver utilizando fone de ouvido e dirigindo continuará a ser considerada média, com a multa de R$ 85,13. "A popularização da telefonia celular e dos mini aparelhos de som impõe o controle devido, por interferir na capacidade do motorista, comprometendo os reflexos demandados no trânsito", justificou a relatora do projeto, deputada Rita Camata (PSDB-ES). Velocidade O projeto de lei aprovado ontem na Comissão de Viação e Transportes da Câmara prevê ainda a adoção de novos critérios para a infração por excesso de velocidade. Pela proposta são criadas quatro faixas de velocidades superiores à máxima permitida para o local. Hoje, esses critérios são de acordo com a Lei 11.335, de 2006, que estabelece três patamares de superação da velocidade máxima permitida para as vias, definidos em porcentual. O texto ainda recebeu contribuições do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e das Companhias de Engenharia de Tráfego (CETs).

Fonte: Portal Câmara

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crimes de Trânsito

Crimes de Trânsito: A Violência instalada nas Ruas


O Judiciário trata mortes no trânsito com mais rigor. O acidente de trânsito é tido como fatalidade. É considerado por muitos um acontecimento fortuito, não previsto. Entretanto cem brasileiros morrem todos os dias nessa guerra silenciosa, resultando, em muitos casos, do excesso de velocidade e de fatores como álcool e drogas na direção. Não só as leis já estão mais rigorosas, como o Judiciário também vem endurecendo o tratamento em relação a esses delitos. O objetivo é colocar freios na impunidade.
O Código Brasileiro de Trânsito completou doze anos em setembro. Em pouco mais de uma década, muita coisa mudou no país. O cinto de segurança se tornou obrigatório, os pedestres tiveram preferência na travessia de vias e a atual Lei Seca (Lei n. 11.705/2008), que reformou o Código, trouxe mais rigor para quem dirige alcoolizado. Mas a cultura do brasileiro ainda precisa mudar.
São 35 mil mortes por ano. Números que assustam, especialmente se levarmos em conta a rotina dos Juizados Especiais e das Varas de Trânsito, assoberbados com os delitos nessa área, a sua maioria, ainda, por conta de embriaguez ao volante.
Em Brasília, por exemplo, boa parte dos casos de acidentes graves que chega à 1ª Vara de Trânsito é de motoristas embriagados. A realidade não é diferente em qualquer outro lugar do país.
Na capital paranaense, pessoas insistem em dirigir sob efeito do álcool. “São comuns os motoristas que dirigem bêbados”, diz o juiz Carlos Henrique Licheski Klein, que compõe a primeira vara de trânsito implantada no país, em 1978.
São pessoas que prejudicam os outros, perdem amigos e parentes, numa guerra instalada que se chama “estradas brasileiras”.
O Judiciário já despertou para o problema e vem tratando o tema com mais rigor. Mortes em acidentes de trânsito causadas por motoristas irresponsáveis em pegas ou rachas ou com excesso de velocidade têm recebido o tratamento de homicídio doloso.
Esse entendimento vem ganhando adesão de quem atua na área jurídica, apesar de não ser ainda assunto pacífico. Até então, considerava-se que o motorista agiu com culpa – quando não há intenção de provocar o resultado. Passou-se a julgar que esse condutor assumiu o risco de produzir o resultado morte (dolo eventual).
Esse posicionamento começou com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2001. Apesar da mudança de visão no STJ, “as pessoas são condescendentes com os crimes de trânsito”, como avalia o deputado Beto Albuquerque, autor do projeto que criou a prova testemunhal para quem se recusa a se submeter ao teste do bafômetro (Lei n. 11.275) e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro.”No Brasil, quem sofre uma multa, por exemplo, tende a ser visto como vítima, e não como um infrator”, assinala o deputado. E quem chega aos 20 pontos na carteira acaba não perdendo o direito de dirigir. Repassa os pontos para amigos e familiares e conta com a demora dos órgãos de trânsito para analisar os recursos para se isentar da penalidade.
No mundo inteiro, calcula-se que o trânsito mata um milhão e duzentos mil mortos anualmente. Medidas para reduzir o número de mortes e de pessoas com sequelas é preocupação de muitos países.
A França, por exemplo, na década de 90, havia em torno de 16 mil mortos por ano. Conseguiu reduzir para oito mil na última década. Os franceses têm como meta reduzir para três mil até 2010, número ainda excessivo. “No Brasil, há muita gente trabalhando, mas ainda falta integração”, avalia a promotora de justiça de delitos de trânsito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Laura Beatriz Rito.
No ano passado, ela coordenou um seminário sobre o assunto em Brasília e, para ela, é difícil enquadrar os crimes de trânsito, porque sempre existe aquela visão: “Será que eu nunca pisei no acelerador um pouco mais?”
A mentalidade, entretanto, é uma das primeiras coisas que precisam mudar quando se trata desse tipo de crime.
Apesar de terem sido aprovadas leis importantes no Brasil, como a Lei Seca, já questionada no Supremo Tribunal Federal, por meio da Adin n. 4103, quanto à sua constitucionalidade, ainda é prática comum infração por alta velocidade.
Em 2006, foi aprovada a Lei n. 11.304, que impõe multa e suspensão imediata do direito de dirigir para quem trafegar com velocidade 50% superior ao permitido na via, mas isso não inibiu muitos motoristas. Muitos apertam o acelerador e, em consequência de um crime, põem em dúvida magistrados na aplicação de uma pena por dolo ou culpa. Velocidade que deixa marcas.
Em abril de 2001, muito antes do endurecimento da legislação de trânsito, chegou ao STJ um desses casos que põem o Judiciário de mãos atadas (HC 71331/MG). A Corte teve que julgar um processo em que o médico Ademar Pessoa Cardoso e o industrial Ismael Keller Loth foram acusados de matar cinco pessoas de uma mesma família, supostamente, por terem participado de um racha. O acidente aconteceu em 5 de abril de 1996, na estrada que liga a cidade mineira de Mar de Espanha a Bicas, num episódio que ficou conhecido como “Tragédia de Mar de Espanha”. A denúncia relata que o industrial estaria a 140 km por hora, quando a Blazer que dirigia atingiu um Fusca, conduzido por Júlio César Ferreira. Cinco pessoas morreram no acidente que causou dúvidas ao Judiciário na aplicação da pena: saber se era um crime doloso ou culposo. O. É o caso do artista de circo, por exemplo, que joga facas para acertar um alvo. Ele não quer atingir a pessoa, mas, fatalmente, pode errar. crime culposo é aquele em que o réu não quer exatamente o resultado, mas, fatalmente, ele acontece. É um tipo de crime que abarca quase a totalidade dos acidentes de trânsito e admite a chamada culpa consciente
O STJ entendeu, no caso, tratar-se de dolo eventual: os réus assumiram o risco do acidente ao trafegar em alta velocidade em uma estrada repleta de curvas. Foi a primeira vez que se reconheceu o dolo em um crime de trânsito. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG) havia entendido que o crime era homicídio culposo, assim os réus pegariam de dois a quatro anos de detenção. O médico e o industrial acabaram respondendo pela tragédia perante um tribunal do júri e foram condenados, um a doze anos e nove meses de reclusão e outro a doze anos. Um agravante no caso foi o fato de os réus terem fugido sem prestar socorro às vítimas.
O Código de Trânsito é benevolente com quem é solidário no trânsito. O artigo 301 prevê que, nos homicídios culposos, quando o motorista socorre a vítima, deixa de existir a possibilidade de prisão em flagrante, mesmo se o condutor estiver alcoolizado.
Segundo o relator no STJ, ministro Felix Fischer, não seria preciso avaliar questões de prova para entender o crime como dolo eventual. O ministro sustentou no julgamento, referindo-se à parte do acórdão que declara não ter ficado provado que os acusados pretenderam o resultado, concordaram com ele ou consentiram para ele, que seria exigir coisas demais para comprovar o dolo. “Teriam que pedir uma declaração para os acusados”, argumentou o ministro. A decisão – pioneira – se deu muito antes do endurecimento da legislação brasileira sobre o assunto.
Para o deputado Beto Albuquerque, em crimes de trânsito, a lei não pode ser permissiva. “Do jeito que está, a dúvida entre dolo ou culpa acaba dando vantagens ao infrator”, assinala. Ele trabalha para introduzir no Código a pena de reclusão para os casos de lesão corporal e homicídios culposos.
Exceções que se aproximam da barbárie - Situações de racha são consideradas excepcionais em crimes de trânsito. Mas elas preocupam pela barbárie com que são cometidas. Um caso que chocou Brasília, por exemplo, foi o ocorrido em 6 de outubro de 2007, em que Paulo César Timponi acabou matando três pessoas e ferindo outras duas na Ponte JK.
Ele supostamente participava de um “racha” com Marcello Costa Soares, quando, a 140 km/h, seu carro, um Golf, chocou-se com o Corolla conduzido por Cláudio de Vasconcelos. As três pessoas sentadas no banco traseiro estavam sem cinto e foram arremessadas para fora do carro, morrendo na hora.
O réu foi indiciado por homicídio doloso e teve habeas-corpus negado no STJ. Para o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, a liberdade do paciente ameaçava a ordem pública e poderia estimular novos crimes, “além de provocar repercussão danosa ao meio social, já indignado com a verdadeira selva em que se transformou o trânsito brasileiro” (HC 99.257).
Entretanto, esses casos são exceções e, como constata a promotora Laura Rito, “a maioria dos acidentes de trânsito são resultados de crimes culposos”, “o que é lamentável diante das estatísticas”, analisa o deputado Beto Albuquerque.
O juiz da 1ª Vara de Trânsito do Distrito Federal, em ocasião de audiência pública, realizada sobre trânsito na Câmara dos Deputados, esclareceu que é muito difícil transformar um crime doloso em culposo, até porque não é a vontade política ou o clamor social que vão determinar um ou outro. “O crime culposo que se procura transformar em dolo é aquele em que há culpa consciente (não aceita o resultado), que é o que mais se aproxima do dolo eventual (aceitação do resultado)”, diz. Ele afirmou ser praticamente impossível provar o dolo eventual, pois é difícil encontrar provas de uma intenção subjetiva. O Judiciário analisa caso a caso o que é um ou outro.
O ministro Felix Fisher, que julgou um caso de São Paulo também envolvendo um racha, assinalou em seu voto que o dolo eventual não é extraído da mente do autor, mas das circunstâncias. “Nele não se aceita que o resultado seja aceito como tal, o que seria adequado ao dolo direto, mas isto sim, que a aceitação se mostre no plano possível, provável”.
Nesse caso citado (Resp 249604/SP), Leonardo de Matos Malacrida participou de um racha na cidade de Fernandópolis que culminou na morte de dois jovens que andavam de bicicleta. Beto Albuquerque acredita que precisamos mudar o entendimento de que tudo no trânsito é culpa e não dolo, especialmente quando a maioria dos acidentes tem o álcool ou a velocidade como fator determinante.
No projeto de lei de sua autoria (PL 2592/2007) que tramita na Câmara dos Deputados, ele procura aumentar a pena nos casos de homicídio culposo, de dois a quatro anos, para de dois a seis anos de detenção. Também busca introduzir a pena de reclusão de cinco a doze anos nos casos envolvendo álcool, racha ou ultrapassagem em local proibido, além de tornar essa conduta inafiançável. “Não é possível que alguém que mate no trânsito tenha como punição uma cesta básica.”
Os delitos de trânsito, em sua maioria, são resolvidos com penas alternativas. Para o Judiciário, entretanto, a direção perigosa já é motivo para a imposição de pena. Um réu flagrado três vezes na prática de infração de trânsito teve negado um pedido de habeas-corpus na Quinta Turma do STJ.
Sebastião Nunes dos Santos teve a prisão decretada primeiramente por dois meses, posteriormente, por vinte dias, porque a multa não se mostrou suficiente. Ele pediu a fixação de um regime aberto ou a substituição da pena de prisão simples em regime semiaberto pela restritiva de direito. Mas, para o relator, ministro Gilson Dipp, o pedido não poderia ser atendido, porque a pena anteriormente aplicada não tinha se mostrado suficiente para inibir a conduta do réu.
Quando a Justiça perdoa - Fruto de um trabalho amplo no Congresso Nacional, a denominada Lei Seca (Lei n. 11.705/08) trouxe inúmeras alterações jurídicas para quem está no trânsito. Não é mais necessário haver perigo concreto para configuração de ilícito penal, também não se permite mais a chamada transação penal nos casos envolvendo álcool ou racha.
A transação permite, em tese, ao réu se livrar do processo. Com a edição da Lei Seca, o processo fica suspenso por dois anos, período em que o motorista não pode cometer nenhum ilícito, além de cumprir outras condições fixadas pelo juiz.
Projeto recente também aprovado nas duas casas do Congresso determinou que as penas nos crimes de trânsito sejam cumpridas em ambientes diretamente relacionados com as consequências reais de tais crimes, de forma que o responsável possa acompanhar o estrago que fez. São medidas essenciais para o país começar a reduzir a guerra instalada nas ruas brasileiras, especialmente quando a potência do motor determina o status de quem dirige o veículo ou quando as propagandas estimulam passeios em alta velocidade. Mas qualquer um pode estar envolvido em acidente de trânsito, desde que não tome as precauções necessárias, como dirigir na velocidade recomendada, sem sono, sem estresse e com o veículo em perfeitas condições de trafegar. “As pessoas não têm consciência de tomar os cuidados necessários quando estão dirigindo”, analisa o juiz da 1ª Vara de Trânsito de Curitiba, Carlos Henrique Klein.
Ele costuma dizer aos infratores que se envolvem em acidentes sem vítimas: “Você escapou de carregar nas costas um morto para o resto de suas vidas, pois o pior poderia ter acontecido”.
Para Klein, a maior dificuldade em trabalhar com crimes de trânsito é o grau de emoção dos julgamentos, pois, muitas vezes, os envolvidos perdem parentes e amigos nas colisões.
A Lei n. 6.416/77, que alterou alguns dispositivos penais, permite ao juiz, nos casos de homicídio culposo, deixar de aplicar a pena quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. É o chamado perdão judicial, quando, para o motorista, qualquer punição seria pouco diante das consequências que tem que suportar.
Confira as alterações no Código Nacional de Trânsito proposta pelo PL 2592/2007 na página http://www.blogger.com/.
Escrito por Blog PM interativa
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Matéria extraída de http://jusvi.com/noticias/38423
PM INTERATIVA - http://pminterativa.blogspot.com/

sábado, 21 de novembro de 2009

Travessia de Pedestre

Câmara aprova regras para travessia na faixa de pedestre

Agência Câmara - 19-Nov-2009
O relator, deputado Pastor Manoel Ferreira, recomendou a aprovação do projeto que obriga pedestre a sinalizar com o braço antes de atravessar a faixa. Proposta ainda seguirá para o Senado. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou hoje o Projeto de Lei 7233/06 , da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que obriga os pedestres a sinalizar com o braço antes de atravessar em faixas de pedestre nos locais onde não haja semáforo ou agente de trânsito.
A proposta, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), também determina a formação de um grupo maior de pessoas para que o pedestre solicite a parada dos veículos. O objetivo é evitar engarrafamentos. A comissão analisou o projeto apenas quanto aos aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa. O texto, que também havia sido aprovado pela Comissão de Viação e Transportes, seguirá agora para o Senado, a menos que haja recurso para análise do Plenário. O relator na CCJ, deputado Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), recomendou a aprovação da proposta, com emendas de redação que não alteram seu conteúdo.
O gesto com o braço surgiu em Brasília no fim dos anos 90, em uma campanha para estimular motoristas a parar nas faixas de pedestre. Com a proposta, Perpétua Almeida espera disseminar pelo País a travessia, com segurança, na faixa de pedestre, medida já preconizada no Código de Trânsito. Para tanto, ela considera necessário normatizar o gesto de acenar.

Íntegra da proposta: PL-7233/2006

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"A calçada é do carro; correr risco é com pedestre"


Avenida Antônio Sales esquina com a rua Joaquim Nabuco. Carro para folgadamente em cima da calçada. Observem a pedestre, atrás do carro preto, tendo de caminhar no leito da perigosa avenida: na Fortaleza, terra de ninguém.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Divida a Rua


A Imagem Brasil mantem uma ação permanente de preservação ambiental e responsabilidade social através do blog Esquecimento Global e com programas de valorização da cidadania em comunidades carentes de Fortaleza.
Com este foco, lançamos a campanha Divida a Rua, que propõe a boa convivência entre pedestres, ciclistas e motoristas em nossas ruas. Para participar, copie o banner e coloque em seu site. Se desejar o arquivo de impressão do adesivo para carro, envie um

domingo, 15 de novembro de 2009

Mais Arrastão

Arrastões na Praia de Iracema

Alguns fiéis que participavam do 2º. Evangelizar, ontem, no Aterro da Praia de Iracema foram vítimas de arrastões. Houve roubo de máquinas fotográficas e celulares. Policiais militares, entretanto, não confirmaram o problema (?).

De repente, gritos e correria interrompem a leitura do Evangelho. Pelo rádio, alguém se comunica com o coordenador do 2º. Evangelizar, Carlos Araújo, solicitando policiais nas proximidades do palco. Estava acontecendo um “arrastão” na beira da praia. Passavam das 19h30min, e o padre Reginaldo Manzotti iniciava a missa para cerca de 600 mil pessoas (segundo a organização do evento). “Eu peguei foi o banco, o menino e corri”, contava uma das fiéis. “Estava tranquilo”, narra a historiadora Margarida Diniz Dourado, que assistia à celebração ao lado direito do palco, onde começou a confusão. “A missa começou bem, até a hora do Evangelho”. Ela afirma que houve “um arrastão”, com roubo de celulares e máquinas fotográficas. “A carreira foi grande. O pessoal que vendia espetinhos deixou tudo no chão”, completa. “Eu caí, quando consegui me levantar, vi gente chorando, desmaiando”, reforça a jornalista Manoella Monteiro. Ela estava na Historiador Raimundo Girão. “Teve gente que disse que começou por causa de uma briga por um banco. Outros disseram que foi uma onda forte que quebrou e assustou as pessoas”. Populares reclamaram da ausência de policiais. O POVO tentou contato, ainda no Aterro, como comandante Magalhães, responsável pela operação. Mas, como estava em ação, ele não foi localizado. PMs da área não confirmaram o “arrastão”. “Foi um siri, que saiu do seu habitat natural”, limitou-se a declarar um ದೆಲೆಸ್ (?). Até às 20 h30min, a Ciops havia registrado o encaminhamento de um jovem de 17 anos, à Santa Casa de Misericórdia, sofrendo abalo emocional. “Ele deve ter se assustado com o fato”, explicou o sargento Fontenele, de plantão no Ciops. O major Adrianísio Paulo de Oliveira Alves também não confirmou o “arrastão”, mas enviou outras seis viaturas ao Aterro “para dar mais segurança”. Segundo ele, cerca de “200 homens” serviam ao policiamento. Um novo tumulto voltou a acontecer, por volta das 21 horas. O POVO tentou contato com a assessoria de imprensa do 2º. Evangelizar, mas ninguém atendeu ao telefone. Segundo pessoas que estavam nas proximidades, houve muita desorganização, o trânsito não andava, e segundo alguns motoristas houve retenção de 9 horas até a meia-noite. Um absurdo, pois a AMC limitava-se a permanecer no interior dos veículos, sem nada fazer para desafogar e orientar o trânsito.
Fonte: O POVO