Nossos governantes protelam há vários anos um planejamento para solucionar a questão dos alagamentos em Fortaleza. Os discursos são muitos, mas não passam de posturas efêmeras. Não precisamos ser especialistas em urbanismo ou drenagem para notarmos o descaso que é dedicado às nossas ruas e avenidas, e por tabela aos contribuintes. Não há necessidade de aguardarmos apenas uma precipitação pluviométrica, mais intensa, pois por menor que seja a chuva, para constatarmos a deficiência evidenciada nos rápidos alagamentos que se formam.
Uma capital como Fortaleza, que disputa com outras capitais do Nordeste a hegemonia no turismo litorâneo, não pode sujeitar-se ao nível deplorável de seu sistema de drenagem das águas pluviais. Não é apenas limpando rios e lagoas da cidade, que a Prefeitura resolverá as causas de inúmeros casos de inundação e destruição com a chegada das chuvas. Basta apenas assistir a uma aula do professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) e diretor do Instituto dos Arquitetos do Brasil- Seção Ceará (IAB-CE), Marcus Lima, para sabermos e entendermos que Fortaleza está em um estágio terminal no que envolve a questão de drenagem urbana. É um problema antigo, crônico e que se arrasta por anos a fio e que não foi tratado com a importância que merecia no decorrer dos governos, que permitiram e ainda permitem o total desrespeito à Lei de Uso e Ocupação do Solo, prejudicando, agredindo sensivelmente e comprometendo totalmente as taxas de permeabilidade.
Que bom seria se tivéssemos parte das águas de chuva absorvidas pelo solo e a outra canalizada adequadamente por e para um sistema de drenagem e captação de águas para os bueiros ao longo dos meios-fios e não apenas nas esquinas e cruzamentos, pois a grande maioria de ruas ou avenidas não possui desnível para tais locais. Como dizem os mais antigos "a água corre para onde o nariz aponta".
Que bom seria se tivéssemos a notícia de que a Prefeitura e os órgãos competentes fiscalizariam com rigor, tecnologia e aplicação da lei para as ligações clandestinas que descarregam indevidamente água da chuva no sistema de esgotamento sanitário da cidade.
Partindo desta constatação, é facil compreender ruas e avenidas com água fétida empoçada durante horas e dias, pois não há o nivelamento adequado da água para o bueiro mais póximo, isso quando ele existe. Como exemplo, podemos citar um caso inaceitável que é a Avenida Heráclito Graça, no trecho próximo ao cruzamento entre as ruas Antonio Augusto e João Cordeiro, que já foi cenário de alagamentos históricos. Naquele local há uma cratera entre o meio-fio e a calçada em frente a uma grande oficina de automóveis, e ao que nos parece já foi no passado um bueiro. Este é apenas um dos retratos do descaso como é tratado o cidadão, pois se uma pessoa cair ali, fatalmente sofrerá algumas fraturas, se não ocorrer algo mais grave. Tal buraco, segundo mecânicos e pessoas que transitam por ali, já possui mais de uma década de existência, e até a presente data ninguém apareceu para dar um fim naquela armadilha. O que estão esperando, um acidente fatal?
No mesmo trecho também há uma destruição constante e acelerada do calçamento do canteiro central da avenida, por que a Prefeitura e seus órgãos subordinados já não fizeram um estudo para adequar aquela avenida com uma galeria de águas pluviais e bueiros à altura do volume de água que é acumulado com a chegada do período chuvoso?
Que bom seria se tivéssemos fiscalização e gente disposta a nos ouvir e trabalhar em prol da cidade. Em Fortaleza, a atual crise urbana é o efeito retardado de um histórico e equivocado processo de apropriação do espaço natural e dos recursos nele existentes. O controle do impacto da urbanização no aumento do escoamento, ocupação desordenada do solo e na degradação ambiental é uma responsabilidade atribuída a quem ocupa o espaço urbano e não transferida para o poder público.
Uma capital como Fortaleza, que disputa com outras capitais do Nordeste a hegemonia no turismo litorâneo, não pode sujeitar-se ao nível deplorável de seu sistema de drenagem das águas pluviais. Não é apenas limpando rios e lagoas da cidade, que a Prefeitura resolverá as causas de inúmeros casos de inundação e destruição com a chegada das chuvas. Basta apenas assistir a uma aula do professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) e diretor do Instituto dos Arquitetos do Brasil- Seção Ceará (IAB-CE), Marcus Lima, para sabermos e entendermos que Fortaleza está em um estágio terminal no que envolve a questão de drenagem urbana. É um problema antigo, crônico e que se arrasta por anos a fio e que não foi tratado com a importância que merecia no decorrer dos governos, que permitiram e ainda permitem o total desrespeito à Lei de Uso e Ocupação do Solo, prejudicando, agredindo sensivelmente e comprometendo totalmente as taxas de permeabilidade.
Que bom seria se tivéssemos parte das águas de chuva absorvidas pelo solo e a outra canalizada adequadamente por e para um sistema de drenagem e captação de águas para os bueiros ao longo dos meios-fios e não apenas nas esquinas e cruzamentos, pois a grande maioria de ruas ou avenidas não possui desnível para tais locais. Como dizem os mais antigos "a água corre para onde o nariz aponta".
Que bom seria se tivéssemos a notícia de que a Prefeitura e os órgãos competentes fiscalizariam com rigor, tecnologia e aplicação da lei para as ligações clandestinas que descarregam indevidamente água da chuva no sistema de esgotamento sanitário da cidade.
Partindo desta constatação, é facil compreender ruas e avenidas com água fétida empoçada durante horas e dias, pois não há o nivelamento adequado da água para o bueiro mais póximo, isso quando ele existe. Como exemplo, podemos citar um caso inaceitável que é a Avenida Heráclito Graça, no trecho próximo ao cruzamento entre as ruas Antonio Augusto e João Cordeiro, que já foi cenário de alagamentos históricos. Naquele local há uma cratera entre o meio-fio e a calçada em frente a uma grande oficina de automóveis, e ao que nos parece já foi no passado um bueiro. Este é apenas um dos retratos do descaso como é tratado o cidadão, pois se uma pessoa cair ali, fatalmente sofrerá algumas fraturas, se não ocorrer algo mais grave. Tal buraco, segundo mecânicos e pessoas que transitam por ali, já possui mais de uma década de existência, e até a presente data ninguém apareceu para dar um fim naquela armadilha. O que estão esperando, um acidente fatal?
No mesmo trecho também há uma destruição constante e acelerada do calçamento do canteiro central da avenida, por que a Prefeitura e seus órgãos subordinados já não fizeram um estudo para adequar aquela avenida com uma galeria de águas pluviais e bueiros à altura do volume de água que é acumulado com a chegada do período chuvoso?
Que bom seria se tivéssemos fiscalização e gente disposta a nos ouvir e trabalhar em prol da cidade. Em Fortaleza, a atual crise urbana é o efeito retardado de um histórico e equivocado processo de apropriação do espaço natural e dos recursos nele existentes. O controle do impacto da urbanização no aumento do escoamento, ocupação desordenada do solo e na degradação ambiental é uma responsabilidade atribuída a quem ocupa o espaço urbano e não transferida para o poder público.

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