Guia para dirigir em Fortaleza
Com tantos buracos espalhados por ruas e avenidas de todas as regiões de Fortaleza, é preciso dirigir com mais cautela que o usual. Para saber como ter menos prejuízos no veículo ao dirigir pela cidade, confira uma série de dicas do piloto de rali Armando Bispo, colunista do O POVO.
A buraqueira na malha viária de Fortaleza transforma as ruas em pistas off-road. Para saber como diminuir a chance de acidentes e prejuízos no veículo, nada melhor do que a orientação de um piloto profissional de rali. Armando Bispo, que assina a coluna 4x4, na editoria Gol!, do O POVO, começa pelo básico: frear ou não diante de um buraco? Depende. “Se você vier com menos de 40 km/h, a melhor coisa é frear e deixar o carro passar devagar. Se estiver com mais velocidade, perto dos 60 km/h, não freie. O carro vai cair no buraco com o impacto de seu peso total, é ainda pior para a suspensão. Nesse caso, quanto mais rápido, melhor”, ensina Bispo.
A Física explica. Quanto mais rápido se move um corpo, mais leve ele fica. Portanto, nunca freie em cima de um buraco. Se não der tempo para reduzir o suficiente para que o carro passe em segunda marcha, siga com velocidade para diminuir o impacto. Vale lembrar que uma freada brusca também representa risco de acidente. “Pode acabar em colisão”, diz Bispo.
Outra dica do piloto é tentar “fazer a leitura do buraco” medindo a distância entre os pneus para passar com o buraco entre as rodas. Observe também a sua forma. Os arredondados são menos perigosos do que os que têm quinas. “Com os pneus bem calibrados, dá pra passar praticamente com qualquer velocidade nos arredondados”.
Essa é outra dica importante: manter a calibragem em dia. Em uma cidade esburacada como se encontra Fortaleza hoje, ela deve ser mais alta do que a habitual, entre 28 e 30 libras. O pneu cheio fica mais duro e resiste melhor aos buracos. “Embora a suspensão sofra um pouco mais, você corre menos risco de perder o pneu. Com menos de 25 libras, o aro morde a borracha quando cai no buraco”, diz Bispo. Com a calibragem baixa, a quina do buraco encosta no aro, comprimindo o pneu. O desgaste pode ser gradual ou então o pneu pode rasgar de vez. “Nessa época é bom conferir a calibragem uma vez por semana”, recomenda Bispo.
A buraqueira costuma desalinhar a direção e as rodas. Se o motorista sente que o carro está puxando para a direita ou para a esquerda numa rua plana ou se a direção trepida, é bom procurar logo uma oficina. Um carro desalinhado desgasta mais os pneus, reduzindo muito a vida útil deles. O serviço de alinhamento custa em torno de R$ 30, um jogo de pneus vale pelo menos dez vezes mais. O protetor do carro, que resguarda o carter do veículo, também deve ser consertado sempre que um buraco danificá-lo.
“Protetor é para quebrar mesmo, mas, quando ele amassa, pare na oficina. Não deixe amassado, porque, na próxima vez que você cair em um buraco, a batida vai ser no carter, que protege a base do motor onde fica depositado o óleo”, explica Bispo. Vazamento de óleo é um problema mais sério, eleva a temperatura do carro e, em casos mais graves, pode danificar o motor.
Enquanto a chuva não para, os buracos se multiplicam e o asfalto desaba, a recomendação básica é dirigir mais devagar, com cautela. “Assim, você tem tempo para não deixar o carro cair abruptamente num buraco”, orienta Bispo. Em dia de chuva, a atenção deve ser redobrada, porque os espelhos d’água cobrem as armadilhas. Se a água estiver rente ao asfalto, dá para seguir em baixa velocidade sem maiores problemas. “Mas se a água estiver muito acima do nível do asfalto, tenha mais cuidado. Um bom truque é esperar alguém passar num carro do tamanho do seu”, ensina Bispo.
MANUAL PARA DIRIGIR NA BURAQUEIRAA Física explica. Quanto mais rápido se move um corpo, mais leve ele fica. Portanto, nunca freie em cima de um buraco. Se não der tempo para reduzir o suficiente para que o carro passe em segunda marcha, siga com velocidade para diminuir o impacto. Vale lembrar que uma freada brusca também representa risco de acidente. “Pode acabar em colisão”, diz Bispo.
Outra dica do piloto é tentar “fazer a leitura do buraco” medindo a distância entre os pneus para passar com o buraco entre as rodas. Observe também a sua forma. Os arredondados são menos perigosos do que os que têm quinas. “Com os pneus bem calibrados, dá pra passar praticamente com qualquer velocidade nos arredondados”.
Essa é outra dica importante: manter a calibragem em dia. Em uma cidade esburacada como se encontra Fortaleza hoje, ela deve ser mais alta do que a habitual, entre 28 e 30 libras. O pneu cheio fica mais duro e resiste melhor aos buracos. “Embora a suspensão sofra um pouco mais, você corre menos risco de perder o pneu. Com menos de 25 libras, o aro morde a borracha quando cai no buraco”, diz Bispo. Com a calibragem baixa, a quina do buraco encosta no aro, comprimindo o pneu. O desgaste pode ser gradual ou então o pneu pode rasgar de vez. “Nessa época é bom conferir a calibragem uma vez por semana”, recomenda Bispo.
A buraqueira costuma desalinhar a direção e as rodas. Se o motorista sente que o carro está puxando para a direita ou para a esquerda numa rua plana ou se a direção trepida, é bom procurar logo uma oficina. Um carro desalinhado desgasta mais os pneus, reduzindo muito a vida útil deles. O serviço de alinhamento custa em torno de R$ 30, um jogo de pneus vale pelo menos dez vezes mais. O protetor do carro, que resguarda o carter do veículo, também deve ser consertado sempre que um buraco danificá-lo.
“Protetor é para quebrar mesmo, mas, quando ele amassa, pare na oficina. Não deixe amassado, porque, na próxima vez que você cair em um buraco, a batida vai ser no carter, que protege a base do motor onde fica depositado o óleo”, explica Bispo. Vazamento de óleo é um problema mais sério, eleva a temperatura do carro e, em casos mais graves, pode danificar o motor.
Enquanto a chuva não para, os buracos se multiplicam e o asfalto desaba, a recomendação básica é dirigir mais devagar, com cautela. “Assim, você tem tempo para não deixar o carro cair abruptamente num buraco”, orienta Bispo. Em dia de chuva, a atenção deve ser redobrada, porque os espelhos d’água cobrem as armadilhas. Se a água estiver rente ao asfalto, dá para seguir em baixa velocidade sem maiores problemas. “Mas se a água estiver muito acima do nível do asfalto, tenha mais cuidado. Um bom truque é esperar alguém passar num carro do tamanho do seu”, ensina Bispo.
GUIA DE DIREÇÃO
> 1. Se o carro estiver rápido, numa velocidade em torno de 60 km/h, não diminua ao avistar um buraco. Nesse caso, quanto mais rápido melhor. A frenagem aumenta o impacto da queda.
> 2. Se o veículo vem em velocidade baixa, perto dos 40km/h, freie e reduza para a segunda marcha. “Depois que você sentir que o carro caiu, acelere para sair. Não deixe o carro cair abruptamente”, ensina o piloto Armando Bispo.
> 3. Qualquer manobra ou desvio para fugir de um buraco podem causar colisões. Dirija atento.
> 4. Ao cruzar uma rua alagada, repare na altura da água. Se estiver perto do meio-fio, tenha mais cuidado. O piloto Armando Bispo ensina um truque: “Espere alguém passar com um carro parecido com o seu e vá atrás”.
GUIA MECÂNICO
> 5. Calibre os pneus uma vez por semana, de preferência antes de rodar muito. Nessa época, mantenha a calibragem mais alta, entre 28 e 30 libras.
> 6. Em Fortaleza, mesmo sem chuva, os mecânicos aconselham a fazer o alinhamento do carro a cada 10 mil quilômetros. Num carro popular, o alinhamento sai em torno de R$ 35.
> 7. Sempre que sentir a direção puxando ou trepidando ou perceber que os pneus estão se desgastando de forma desigual, faça o alinhamento.
> 8. Os danos causados por um buraco podem aparecer dias depois. Quando cair num buraco maior, verifique o estado dos aros, observe problemas de alinhamento na direção e barulhos nas rodas.
> 9. Nessa época, dirigir com pneu careca é ainda mais perigoso. Em dias de chuva, o risco de derrapagem ao frear aumenta. A pista alagada também pode fazer o carro aquaplanar. O pneu perde aderência e o carro desliza.
FONTE: Dicas de Armando Bispo
E-MAIS
> Os seguros de automóveis cobrem prejuízos provocados por buracos, alagamentos e outros problemas agravados com a chuva. “Se o carro for inundado, afetando o motor e o estofamento, se cair uma árvore com um vento forte, se for preciso guinchá-lo de um buraco, tudo isso tem cobertura. Já fiz indenizações desse tipo esse ano. De motor, bem umas dez, inclusive de perda total”, afirma o corretor Augusto Vasconcelos. Mesmo assim, o cliente fica no prejuízo porque tem de arcar com a franquia e perde o desconto de 10% a 20% ao refazer o seguro.
NÚMEROS
R$ 180
é quanto chega a custar o serviço de cambagem em oficinas de Fortaleza.
R$ 30
é a média de preço do serviço de alinhamento na cidade.
R$ 5
é a média de preço do serviço de balanceamento por roda.
Fonte: O POVO
> 1. Se o carro estiver rápido, numa velocidade em torno de 60 km/h, não diminua ao avistar um buraco. Nesse caso, quanto mais rápido melhor. A frenagem aumenta o impacto da queda.
> 2. Se o veículo vem em velocidade baixa, perto dos 40km/h, freie e reduza para a segunda marcha. “Depois que você sentir que o carro caiu, acelere para sair. Não deixe o carro cair abruptamente”, ensina o piloto Armando Bispo.
> 3. Qualquer manobra ou desvio para fugir de um buraco podem causar colisões. Dirija atento.
> 4. Ao cruzar uma rua alagada, repare na altura da água. Se estiver perto do meio-fio, tenha mais cuidado. O piloto Armando Bispo ensina um truque: “Espere alguém passar com um carro parecido com o seu e vá atrás”.
GUIA MECÂNICO
> 5. Calibre os pneus uma vez por semana, de preferência antes de rodar muito. Nessa época, mantenha a calibragem mais alta, entre 28 e 30 libras.
> 6. Em Fortaleza, mesmo sem chuva, os mecânicos aconselham a fazer o alinhamento do carro a cada 10 mil quilômetros. Num carro popular, o alinhamento sai em torno de R$ 35.
> 7. Sempre que sentir a direção puxando ou trepidando ou perceber que os pneus estão se desgastando de forma desigual, faça o alinhamento.
> 8. Os danos causados por um buraco podem aparecer dias depois. Quando cair num buraco maior, verifique o estado dos aros, observe problemas de alinhamento na direção e barulhos nas rodas.
> 9. Nessa época, dirigir com pneu careca é ainda mais perigoso. Em dias de chuva, o risco de derrapagem ao frear aumenta. A pista alagada também pode fazer o carro aquaplanar. O pneu perde aderência e o carro desliza.
FONTE: Dicas de Armando Bispo
E-MAIS
> Os seguros de automóveis cobrem prejuízos provocados por buracos, alagamentos e outros problemas agravados com a chuva. “Se o carro for inundado, afetando o motor e o estofamento, se cair uma árvore com um vento forte, se for preciso guinchá-lo de um buraco, tudo isso tem cobertura. Já fiz indenizações desse tipo esse ano. De motor, bem umas dez, inclusive de perda total”, afirma o corretor Augusto Vasconcelos. Mesmo assim, o cliente fica no prejuízo porque tem de arcar com a franquia e perde o desconto de 10% a 20% ao refazer o seguro.
NÚMEROS
R$ 180
é quanto chega a custar o serviço de cambagem em oficinas de Fortaleza.
R$ 30
é a média de preço do serviço de alinhamento na cidade.
R$ 5
é a média de preço do serviço de balanceamento por roda.
Fonte: O POVO


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